Anti-Herói Americano
Anti-Herói Americano Classificação:  
Título: Anti- Herói Americano [American Splendor] Direção: Shari Springer Berman & Robert Pulcini
Roteiro: Harvey Pekar, Joyce Brabner, Shari Berman e Pulcini. Gênero: Biografia / Comédia / Drama
Crítica
Harvey Pekar, interpretado gloriosamente por Paul Giamatti que reveza o papel com o verdadeiro Pekar, é o verdadeiro Anti- Herói Americano, um pacato arquivista de Cleveland que vê sua vida cair na ruína. Porém, depois de conhecer um ilustrador de quadrinhos, resolve escrever uma HQ a respeito de sua própria vida.
O quadrinho, para sua surpresa, cai no gosto popular, e vira um ícone nos EUA. Entretanto sua vida, tão cômicamente mostrada na HQ, não é tão simples quanto aparenta.
Nessa biografia original guiada por Berman e Pulcini com perfeição, os atores contratados se confudem com os verdadeiros protagonistas da história em um clima óbvio de uma produção de cinema.
A parte técnica do filme é impecável, a atuação de Giamatti era digna de um Oscar, junto com Hope Davis que interpreta sua esposa.
O filme apesar de ser excelente, assusta aos não muito chegados em cinema independente, mas o carisma dos personagens principais cativa até os corações de pedra, e triunfa no fim, com uma história comovente e incrivelmente simples.
"Anti- Herói Americano" é um filme que além de narrar a verdadeira história desse escritor de quadrinhos que foi ícone nos EUA, narra também a jornada de um simples arquivista rumo a sua iluminação espiritual.
Talvez nem tão espiritual assim, mas simplista.
Como a Vida.
4 Estrelas
- Enviado por: Saulo Victor �s 22h56
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Escrito Sobre Cinema I
Há pouco tempo tenho pesquisado, aprofundado e estudado a história do cinema. Até então conhecia apenas o produto final, suas peculiaridades, seus defeitos, sua análise esquemática e crítica.
Tudo estava perfeitamente bem, até perceber, que de nada adianta conhecer o produto, se não sabemos como foram feitos. Foi desse pensamento, que comecei a estudar as épocas das grandes produtoras de cinema, a chamada "Época de Ouro", onde o Diretor não tinha tamanha autoridade e autonomia como tem hoje, onde os Grandes Produtores faziam TODO o processo do filme propriamente dito. Uma época em que o Cinema se misturava com Arte e Entretenimento.
Ahh... Arte e Entretenimento! Tão difícil de encontrar-mos eles juntos, numa época em que o Dinheiro se sobrepôs a Arte, a Ousadia, ao Conceito, a Criação.
Fui invadido por um senso de raiva, raiva por todas as pessoas que são responsáveis pelos Pop-Corns Americanos, pelos Pseudo-Cults... sabia que eles estavam menozprezando a inteligência dos espectadores em busca insaciável por dinheiro, e isso me fazia odiá-los mais e mais.
Foi quando, em um momento de reflexão, finalmente entendi porque a Época de Ouro é tão amada. Não é só pelo fato da ARTE, mas pela sensação que o Cinema nos proporcionava, pela magia de está adentrando a um mundo mágico de Charles Chaplin, aos diálogos persuasivos de Hitchcock, ao doce balanço do corpo de M. Monroe.
Sim, Arte, entretenimento, conceito.
A tríade que compõe o Cinema. O Verdadeiro Cinema. E o que não os tem, não é digno de ser chamado de Cinema, mas de Filme. Porque Filme, todos nós podemos fazer. Mas para se fazer Cinema é preciso ter olhos de Kubrick, a brutalidade de Scorsese, a poesia de Kim Ki-Duk, a ousadia de Aronofsky, a beleza de Malick, a visão de Tykwer, os olhos de Hitchcook.
E por fim, a inocência de Chaplin. Que apesar de tudo, acreditava no verdadeiro Cinema. Aquele feito para o Público. E pelo público.
- Enviado por: Saulo Victor �s 00h19
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